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OCEC!

“É como quando se rasga um pedaço de papel em dois: por mais que se tente, a emenda nunca se encaixa exatamente de novo. É o que não se consegue ver, aqueles pedacinhos minúsculos que são perdidos ao rasga-lo, e sua ausência, que impedem que tudo fique completo novamente.” McLean Sweet.

O que aconteceu com o adeus

Sarah Dessen

Dois anos, quatro cidades diferentes. A vida de Mclean anda assim. Mclean não se importa com isso. Cada nova cidade é a oportunidade de mudar e de tentar ter outra persona. Cada local diferente traz uma oportunidade para ela se reinventar. A garota insolente e alegre. A rainha do drama. A menina disposta a agradar a todos. Desde o divórcio complicado dos pais, ela e o pai se mudam muito, deixando o passado infeliz para trás. Mas o que ocorre aqui em Lakeview, onde ela vem criando raízes,fazendo amigos e apenas tentando ser alguém que ela não é há muito tempo: ela mesma? Teria Dave algo a ver com isso? Ele é a pessoa mais sincera que a Mclean já conheceu. Mclean precisa de tempo, antes que esteja na hora de mudar-se novamente. Tempo para conhecer Dave de perto…ou para confirmar que perdeu a fé nos relacionamentos entre as pessoas.

Eu simplesmente AMOOO os livros da Sarah Dessen. Desde o primeiro que li, eu me encantei tanto com as tramas que ela cria, os personagens, com tudo. Então, eu admito que fazer resenhas de livros dela para mim, é algo difícil.

Falando em O que aconteceu com o adeus:

A protagonista McLean, é intensa. O livro se passa em torno da transformação dela em relação a vida dela depois do divórcio dos pais, um divórcio conturbado e que acabou se tornando público. Aquele momento do divórcio impactou ela de uma forma tão grande que ela entrou em uma crise interna que levou tempo para ser resolvida. Mas algumas coisas ficaram muito claras, como ela culpar a mãe pelo divórcio, por mostrar a ela que tudo o que ela sempre imaginou como uma família ‘perfeita’ não existia. Tudo dizia que McLean deveria ficar com a mãe, mas ela não queria nem podia, ela precisava estar com o pai. Deixa-lo era como deixar a uma parte de si, assim ela foi com ele, depois de uma batalha judicial muito drama, claro.

 O pai de McLean é um consultor para um investidor que compra restaurantes, assim em dois anos, McLean morou em quatro cidades. Ela não fica mais que seis meses em um lugar, nem se apega muito, e obviamente, deixou de acreditar em relacionamentos. Em cada cidade ela é um pessoa diferente, alguém que ela projeta e não tem furos. Assim, deixando para trás todo o passado, até chegar a Lakeview.

Ali ela não tem tempo de criar alguém, situação a levam e ela acaba sendo ela mesma. Nesta cidade McLean começa a lidar com tudo aquilo que ela fugia, as coisas passam a acontecer de forma a acrescentar ela em si, não uma personagem criada por ela. A maior diferença é que eles a conhecem por seu nome, é perto de Tyler a cidade onde ela sempre viveu, a cidade respira basquete, assim como a maioria de seus moradores. Ali o passado e presente de McLean se cruzam, e diversas coisas que ela antes considerava certas passam a ser questionadas, principalmente pela convivência com aqueles que se tornam seus amigos, Dave, Deb, Riley, Ellis e Heather. Porém as  pessoas que mais a levam a se questionar são, Dave, Deb e Riley.

Dave o carinha que a salva de uma baita encrenca logo que ela chega na cidade, e vai se tornando uma presença constante, não só por ser seu vizinho, mas por sua importância para ela. O conflito que McLean tem consigo mesma, durante boa parte do livro em relação a ele, são reflexos do seu passado, dos seus medos e também uma forma de se proteger. E também, aquele por quem ela percebe que vale a pena lutar, aquele que sempre estará presente, aquele que a fez abrir os olhos para as oportunidades. Deb e Riley são opostos, mas cada uma, a sua maneira ajudam McLean nessa transformação.

Os constantes desentendimentos com a mãe, e a fuga de McLean dela, também é algo que vai se transformando durante a trama, com o crescimento delas. Falo delas, pois não é só McLean que amadurece neste relacionamento Mãe-filha, pois no fundo as duas sempre quiseram a mesma coisa, porém a forma como cada uma tentava alcançar isto da outra geravam constates brigas.

O relacionamento de McLean com o pai é muito bonito, com uma cumplicidade tão grande. Os dois vivem um pelo outro, um é o alicerce do outro. Até que ambos amadurecem e passam a ter rumos diferentes, mas quando estão prontos para isto.

Outros personagens importantes são além dos citados; o padrasto e Opal. E todos eles, cada um de sua forma, sendo um ponto, uma linha, um pilar, nesta transformação nela. Super necessários e importantes mesmo que ela não perceba isto. Até o momento em que a barragem interna dela se rompe, dando inicio a uma nova fase. Esta nova fase é repleta novas oportunidades e de uma continuidade, fazendo com que McLean possa criar raízes, o que para ela é algo inesperado, mas muito bom.

“Lar não era uma casa montada, ou apenas uma cidade no mapa. Era qualquer lugar onde as pessoas que te amam estão, sempre que vocês estão juntos. Não um lugar, mas um momento e depois outro, construídos sobre o outro como tijolos para criar um abrigo sólido que você leva consigo a sua vida inteira, onde quer que esteja.” McLean

A trama em toda é linda, teve momentos em que realmente, me emocionei, trazendo uma certa umidade nos meus olhos. E o mais engraçado foi que uma personagem de outro livro (A caminho do verão), Heidi, aparece nesse unindo um pouco as histórias.

O nome do livro é algo a parte, totalmente a ver com tudo. Ainda mais considerando que McLean sempre que deixava uma cidade para a outra sem se despedir das pessoas, só desaparecendo de um lugar para aparecer em outro. Aí quando ela sai de uma cidade antes de Lakeview, ela deixa para trás um ‘rolinho’ e ele vai e pergunta para ela através de uma rede social, “O que aconteceu com o adeus?”. No final do livro, ela descobre o que aconteceu com ele. Só que eu nãããão vou contar.

Comoooooooooo vocês devem ter percebido, eu AMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI o livro!

Teve momentos em que eu gargalhava sozinha, outros em que eu queria chorar, ou que queria entrar no livro e dar um tapa na cara da McLean e berrar “ACORDA SUA LESA!”. Mas no final, eu tive muito o que pensar sobre o livro, ele é lindo, tocante e maravilhoso. O tipo de livro que em momentos super banais você vai parar e vai lembrar, ou então vai acontecer algo com você que lembra o livro. Esse livro é perfo! A Sarah Dessen é diva perfa!

Nota um zilhão para ele.

Ah, e um detalhe é a capa, que além de ser linda, também é totalmente diva sendo verde limão.

Parabéns Sarah Dessen por mais um livro master! E parabéns iD pela publicação dele no Brasil.

Beidjo da Mads.

Obs: o titulo do post tem tudo a ver com o livro e abreviações que existem nele. Esta no caso significa O Céu Está Caindo OCEC, e o pai de McLean vive usando com ela, como um código sobre situações tensas.

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Malice

Certas amizades, agregam, ajudam, alegram, outras… prejudicam, ameaçam, magoam… matam.

“Um thriller psicológico e sexy, brilhantemente construído.” – The Wall Street Journal

“Essa trama sobre rivalidade leva a crueldade a novos limites.” – The Independent

“Sentimentos tão eternos quanto universais com os quais todos se identificarão.” – L´Express

Bela Maldade

Rebecca James

titulo orginal: Beautiful Malice

Editora BR: Intrinseca

Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade.

No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada…

Palavras que poderiam descrever sensações e sentimentos que tive enquanto lia:

agonia, tristeza, indignação, raiva, ira, felicidade, mais tristeza e ira, alivio, e uma que eu não sei explicar, é meio que aceitação.

O livro me surpreendeu, me prendeu. Cruel, muito, muito, muito cruel.

Toda a trama me agradou, mas, é como um tapa gigantesco. “Assistir” tudo o que Alice é capaz, foi o pior de tudo, tinha momentos em que eu me obrigava a largar o livro, porque ele fazia com que entrasse tanto na história, que se não largasse, seria algo um tanto cruel comigo. Pensar que realmente existem pessoas capazes de fazer o que Alice fez, me assusta. A palavra que pode defini-la seria auto destrutiva. Tem momentos em que ela rompe tanto com a realidade que acaba fazendo coisas que não machucam só a outros, mas à ela, tudo para conseguir o que ela quer. Vingança, venedetta. Ela é tão liquida, fluida , mudava muito rápido, instável, traiçoeira.

Não, eu NÃO, gostei dela. Minha opinião é que ela é uma usurpadora que usa e abusava das pessoas quando bem entende , uma perfeita vaca que não se importa com ninguém, além de louca surtada, psicopata, que rompeu com a realidade, bipolar, cruel, com um instinto assassino.

Na trama aborda temas, pesados, difíceis, delicados, de uma forma quase homeopática.

A tragédia vivida pela familia da Katherine, marcou tanto ela, que é  necessário uma nova quase tragédia para que todos acordem, despertem e lembrem que a vida não acabou. O que aconteceu foi horrivel, irá ficar para sempre marcado na vida deles, principalmente na da Katherine, mas eles tem o direito de continuar a viver.

Esse é basicamente o principal ponto do livro, o retorno a vida, esse despertar. O qual é focado na Katherine, mostrando toda a luta dela, em tentar aceitar creio que aceitar não seja a palavra correta, pois sinceramente, depois que vocês lerem o livro irão entender que não tem como aceitar, nem compreender o que aconteceu, o máximo que se pode fazer é conviver com isso, mas infelizmente eu não encontro outra palavra que se encaixe aí, compreender o que aconteceu, além da culpa. Carregar a culpa que ela carrega, não é fácil, imaginar todos os “se”s, a forma inicial que ela tem é de se fechar, se proteger. A Katherine pode ter feito muitas escolhas erradas, mas a necessidade que ela tinha de se sentir viva, vinha acima, ela precisava disso. Assim como ela precisava ser uma nova pessoa, deixar para tras aquela garota que ela foi antes da tragédia. Ser uma desconhecida com um novo começo. O passado em segredo.

“… Tenho meus segredos e aprendi que fazer perguntas só serve para me expor ao risco de ser interrogada também. É mais seguro não ser muito curiosa em relação aos outros, é mais seguro não perguntar.”

A forma como a James vai retratando todos os acontecimentos, intercalando, passado e presente, deixa o livro muito compreensivel, claro e lindo. O crescimento da Katherine, seus pais, Robbie, Mick como “pessoas” é nitido, além de ver os surgimento de verdadeiras amizades, o amor, o afeto, eu posso dizer que em minha opinião  é indescritível.  Lindo.

Quando terminei de ler fiquei em um estado de choque, pensando sobre tudo o que a James nos passa ali naquelas páginas, em tudo que ela nos faz sentir. Absurdamente delicioso.

Em algumas palavras…

Cruel. Assustador. Intrigas. Descobertas. Escolhas. Culpa. Chances. Vida. Amor. Ódio. Intrigante. Estigante.

 Um masterpiece.  Um must read.

SUPER indico!

Beidjo da Mads.