Coverizando com Erick Sama !

Essa semana o #dracoday é especial e dá inicio a uma série de posts. Entrando ai a super fofuria da pathy (\o/).

A idéia desse post surgiu a um tempo atras com o post Cover-licious, aí com a entrada da fotografa e designer (pathy) levei essa idéia adiante. A primeira pessoa que eu contatei foi o Erick Sama da Editora Draco, o qual nos deu um super apoio e nos concedeu uma entrevista que na minha opinião ficou, realmente MUITO BOA!

Então bem vindo ao #coverizando!

Neon Azul  –  Eric Novello

Capista :  Erick Sama

PSL – Em Neon Azul, como você começou o processo de criação? Quais suas referências e influências?

ES – A ideia óbvia de trabalhar com as luzes de neon veio do título, claro, mas Neon Azul é praticamente um personagem dentro da história, então sabia que falar da casa noturna era um dos pontos. O outro era tentar transmitir o clima noir do trabalho do Eric. Assim, escolhi o personagem mais emblemático da narrativa e busquei um clima soturno, melancólico. As maiores referências estavam no repertório de imagens noir já presentes no texto do autor. Só precisei traduzir com o desenho alguns desses aspectos.

PSL – O publico alvo é sempre importante quando vai se criar uma peça gráfica, no seu caso, você gosta desse tipo de livros ou foi na base da pesquisa?

ES – Como é um livro adulto, pensei nas fotos como base porque dão mais realismo, mesmo com a fantasia que está representada pelas luzes de neon e as fusões de texturas e brilhos. Já li Chandler, que é um bom representante do noir na literatura, mas confesso que tendo a pesquisar pouco, só observo algumas soluções visuais que já trazem o que imagino e tento entender como atingiram o resultado.

PSL – Como você consegue sintetizar todo o conteúdo do livro em uma unica capa?

ES – Não acho que isso seja possível, o que procuro fazer é enfatizar um aspecto que seja atrativo e esteticamente agradável. A capa deve complementar o livro como produto, ela tem uma função comercial, mas também estética, ela é um adendo à mensagem que o texto traz. Na verdade talvez não seja claro para os leitores o trabalho da edição, já que acredito muito na importância do projeto gráfico, capa e edição de texto para o produto livro. Esse será o diferencial entre os livros de editoras e os livros autopublicados, no futuro.

PSL – No processo de criação, o que tem maior interferência? Tendências de capas ou o gosto do autor?

ES – A verdade é que tento tratar as capas de livros na Draco um pouco diferente das tradicionais, trazendo elementos figurativos como parte essencial da mensagem, mais comumente encontrados em livros infantojuvenis – ou na literatura fantástica/ficção científica internacional, o que pode ser uma das razões do preconceito dos livreiros brasileiros de ligar infantojuvenil = fantasia/fc. Sendo assim, no meu caso é muito mais uma visão própria do que é uma boa capa de livro aliada à experiência no mercado editorial, que de maneira alguma pode ser ignorada, afinal, não pretendo reinventar a roda, mas experimentar com coisas diferentes.

PSL – Como você começou a criar capas de livros? Já trabalhava com criação antes?

ES – Trabalho com edição de arte e desenho gráfico há mais de 10 anos, meu lado ilustrador sempre foi levado em segundo plano. Com a Draco, tenho trazido isso à tona e buscado experimentar técnicas e arrumar encrencas para resolver, como o caso da capa de “Vaporpunk”, meu primeiro trabalho com 3D e “Eclipse ao pôr do Sol”, em que a personagem foi desenhada completamente à mão, sem referências fotográficas. Tá, estou mentindo, precisei de foto de pés, que são muito difíceis de serem desenhados a contento.😉

PSL – Qual sua principal influência como capista?

ES – O cinema, os videogames, a música, a literatura, desde a clássica à popular. Minhas influências são a cultura pop, mesmo tendo estudado por muito tempo História da Arte e Desenho gráfico. Acredito muito na arte que faz parte da vida das pessoas e é isso que tento fazer com o meu trabalho.

PSL – Você tem algum portifólio de criações anteriores? Mesmo de outro tipo de projeto?

ES – Tenho algumas coisas pela internet, mas quero reunir tudo em um portifólio mais organizado e profissional, são trabalhos que me dão orgulho por fazerem parte de minha trajetória, mas que estão aquém de uma publicação séria.

Erick, te agradecemos muito por essa oportunidade.

Agradeço pelo espaço para poder falar com palavras o que acho que é muito mais fácil de fazer com imagens.🙂

As capas são especiais e fundamentais para um livro, mas, o processo por trás dela é ainda mais.

Adoramos poder fazer essa entrevista e esperamos poder fazer de todos os outros livros que estão em nossa lista.

Just enjoy the show.

xoxo

Sheepie e Pathy

About Mads

a bookaholic.

Posted on August 10, 2010, in bookland. Bookmark the permalink. 4 Comments.

  1. own, eu adorei, bem simpatico ele, respondeu tudo!!

    =}

  2. Ótima entrevista!
    Adoro esse processo de criação de capa, é uma coisa que as editoras tinham que ficar mais atentas, pq, né, quem quer comprar um livro com uma capa feia?
    (e essa capa é linda, parabéns Erick!)

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